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A bíblia possui contradições?
A bíblia possui contradições?


A bíblia é um livro muito conhecido e também muito polêmico. Alguns céticos e críticos mostram alguns textos que parecem por em xeque as escrituras. Como se a bíblia fosse um amontoado de contradições. Muitas vezes essas pessoas fazem uso de textos legítimos da própria bíblia! todavia, cremos que a bíblia é inspirada por Deus e certamente ela não é um livro contraditório como querem propor alguns críticos.

Nesse tópico seguem perguntas que a primeira vista parecem deixar a bíblia em contradição, mas na sequencia observamos o que a bíblia realmente quis dizer. Leia:

fontes/;:  http://crispinheiro-blogg.blogspot.com.br  e  www.namiradaverdade.com.br

Ancestrais de Jesus: Lucas e Mateus listam os ancestrais de Jesus para provar que ele era da família de David (e assim tinha direito ao trono de Israel). A lista de Lucas (3:23-38) vai até Adão (!!) enquanto a de Mateus (1:1-16) só até Abraão. As duas listas são diferentes. Já se contradizem até quanto ao avô de Jesus (Heli x Jacó). Claro que isto não tem nenhuma importância, pois José não é o pai de Jesus, já que José não "compareceu". A genealogia de Lucas (3:35-36) também diverge do Gênesis (11:12). 

R. Uma explicação provável para estas diferenças é a de que Mateus segue a linhagem de José (pai jurídico de Jesus) ao passo que Lucas ressalta a de Maria (o parentesco consanguíneo de Jesus). Embora fosse incomum seguir a genealogia pelo lado materno, o nascimento virginal também era um fato incomum. Quanto à instabilidade encontrada entre as análises de genealogias bíblicas, um dos fatores mais comuns para isso é o encurtamento, ou seja, a omissão de alguns nomes da lista. Nomes com menos importância são omitidos a fim de relacionar um indivíduo a um antepassado de destaque. Também é bom ressaltar que “gerou”, que aparece na genealogia de Mateus é usado no sentido de “foi antepassado de”, como no caso do versículo 11 em que Josias é classificado como pai de Jeconias. Conforme 2Cr 36:1-9 sabemos que Josias, na realidade era pai de Jeoiaquim e avô de Jeconias. Destas interpretações pode-se perfeitamente tirar uma explicação para a diferença com relação ao “avô” de Jesus.

O bom ladrão: Lucas (23:42-43) fala que um dos ladrões se arrependeu. Marcos (15:32) diz que os dois o insultavam.
R. Uma conclusão lógica aqui é a de que em um primeiro momento os dois realmente o tenham insultado, um deles vindo a se arrepender posteriormente, talvez reconhecendo a verdade através do desenrolar dos acontecimentos.

Conversão de Paulo: em Atos (9:7) os acompanhantes ouviram a voz mas não viram nada. Em Atos (22:9), eles viram a luz, mas não ouviram nada.
R. Nesta passagem, não existe esta aparente contradição nos textos originais em grego. O que se faz necessário, então, é analisarmos a gramática do grego Coiné, o idioma original em que foram escritas. O grego faz distinção entre ouvir um som, um simples barulho e ouvir uma voz que transmite uma mensagem clara, que seja compreendida. Em Atos 9:7, a construção do verbo ouvir (akouo) está no genitivo, ou seja, eles apenas ouviram um som, um barulho, mas não compreenderam o que a voz dizia ao apóstolo Paulo. Em Atos 22:9, a construção do verbo ouvir esta no acusativo, o que nos dá a ideia de que na verdade eles não compreenderam o que foi dito, e não necessariamente que não ouviram, mas que apenas não compreenderam. Em nenhuma das duas passagens se afirma que os companheiros do apóstolo entenderam o que foi dito. Uma possível tradução para a passagem de At 22:9 do grego coiné para a nossa língua da forma mais literal possível seria: "E os que estavam comigo viram, em verdade, a luz, mas não entenderam a voz daquele que falava comigo." Uma tradução neste sentido é utilizada, por exemplo, na Bíblia NVI (Nova Versão Internacional).
Uma passagem semelhante a esta está no livro de Daniel 10:7 “Somente eu, Daniel, tive a visão; os que me acompanharam nada viram, mas foram tomados de tanto pavor que fugiram e se esconderam”. Esta semelhança só vem confirmar a importância do ministério do apóstolo Paulo.

Violência: em alguns trechos, Jesus prega a paz, "dar a outra face" etc. Em Lucas 22:36-38, ele manda que vendam o que for preciso e comprem espadas. Em Mateus 10:34-35 ele diz que não veio trazer a paz mas a espada. E o que fazia Pedro, um simples pescador, com uma espada? E por que foi preciso enviar uma tropa de romanos para prender Jesus, se ele era um pacífico profeta rezando com alguns seguidores?
R. Na passagem citada de Lucas, até aquele momento os discípulos tinham dependido da hospitalidade generosa das pessoas, mas Jesus quis ensinar-lhes que no futuro deveriam estar preparados para pagarem por suas próprias despesas. Jesus queria adverti-los dos tempos perigosos que estavam por chegar, em que precisariam de defesa e proteção, o problema é que (assim como os céticos nos dias de hoje) os discípulos entenderam seu ensinamento de forma muito literal, por isso Jesus encerrou o assunto de forma irônica com um “Basta!” (v 38). Mas, como podemos perceber no decorrer da narrativa, Pedro foi repreendido por ter lançado mão da espada (v. 50). No grego, a palavra especifica para designar a espada que Pedro carregava significa “espada curta”. Com relação a uma tropa de romanos enviados para prender Jesus, esta é uma informação incorreta. Na verdade, eram pessoas enviadas pelos chefes dos sacerdotes, pelos anciãos e mestres da lei e junto com eles havia um destacamento de soldados com oficiais dos judeus. Quanto a defendê-lo desta multidão, o próprio Jesus faz isso nos versículos 52 e 53 do capítulo 22 do evangelho de Lucas: “ E disse Jesus aos principais dos sacerdotes e capitães do templo, e anciãos que tinham ido contra ele: Saístes, como a um salteador, com espadas e varapaus? Tenho estado todos os dias convosco no templo, e não estendestes as mãos contra mim, mas esta é a vossa hora e o poder das trevas”.
Judas se enforcou? Sim, de acordo com Mateus 27:5. Segundo Atos 1:18, ele comprou um campo (ele não, os sacerdotes), mas caiu, se partiu no meio e suas entranhas se espalharam. Mas ele foi salvo, segundo Mateus 19:28, e estará sentado em um dos 12 tronos, presidindo a uma das 12 tribos de Israel, junto aos demais apóstolos.
R. Judas se enforcou, como relatado em Mateus. Uma das possibilidades, como relatado em Atos, é que o corpo dele tenha ficado pendurado até cair e se partir pelo avançado estado de decomposição. Outra é que alguém pode ter cortado a corda. Com relação ao citado versículo de Mateus 19:28, Jesus nunca o tratou como um traidor ou deu indícios de que ele viria a traí-lo. Por que teria feito isso neste momento? Apesar de saber que Judas o trairia, Jesus sempre o tratou com amor e respeito, quem sabe assim, dando oportunidade para que ele refletisse e se arrependesse no momento da traição.

Quem matou Golias? Segundo 1 Samuel 17:50 foi David. Segundo 2Sm 21:19 foi Adeodato (ou Elanan, em outra bíblia).
R. Quem matou Golias foi Davi, conforme 1Sm 17:50. O episódio relatado em 2Sm 21:19 se refere a outra batalha em que Elanã, filho de Jair, matou Lami, irmão de Golias, conforme 1Cr 20:5. Embora alguns acreditem que em 2Sm 21:19 possa ter ocorrido um erro de copista, a referencia à Golias também pode ser explicada simplesmente pela alusão a família deste.

Em 1 Crônicas 21:1, o diabo manda que David faça um censo do povo de Israel. Em 2 Samuel 24:1, é Deus quem manda.
R. Nesta passagem citada, o texto de 1 Crônicas parece melhor adaptado, pois a incitação de fato foi feita por Satanás. Agora, temos que levar em consideração que nada ou ninguém nos céus, na terra ou no inferno pode ultrapassar a soberania divina. Por isso, a iniciativa de Satanás só foi possível por causa da vontade permissiva de Deus. Absolutamente tudo está sob o controle de Deus, ou especificamente debaixo de sua vontade ou ao menos debaixo de sua permissão. Sem esta vontade permissiva de Deus, nada nem ninguém pode se manifestar, seja onde e como for. Um exemplo: - uma pessoa pode se atirar na frente de um trem e tirar sua própria vida? Pode, por que Deus permite, apesar de sua vontade ser a de que esta pessoa viva, reconheça sua soberania, torne-se um cristão e receba de Deus o dom da vida eterna.

A que horas Jesus foi crucificado? Segundo Marcos 15:25, às nove da manhã. Segundo João 19:14-16, depois do meio-dia.
R. Os gregos contavam o tempo de maneira semelhante a nossa, ou seja, a partir das 00:00h (meia noite), enquanto os judeus dividiam o dia das 18:00h (seis da tarde) até as 6:00h (seis da manhã). Enquanto Marcos se utilizou da contagem de horas judaicas, João se utilizou da contagem grega. Desta forma, Marcos diz que era a hora terceira a da crucificação, correspondendo à 9:00 da manhã (contando-se a partir das 6:00h da manhã). Em João fala-se da hora sexta, que contando-se a partir das 00:00 corresponde à 06:00h da manhã. Lembrando que de acordo com este texto citado, a situação nos remete ao julgamento de Jesus perante Pilatos. Após o julgamento e o termino da sessão de tortura, Jesus ainda teve que carregar sua própria cruz (ou teve ajuda para isso) até o lugar da crucificação, ajustando providencialmente o horário até por volta das 09:00h da manhã.

 Quem carregou a cruz? Segundo Marcos 15:20-24, Simão Cireneu. Segundo João 19:16-18, Jesus a carregou sozinho. Aliás, segundo textos que não foram incluídos na Bíblia, foi Simão Cireneu que morreu na cruz, enquanto Jesus olhava de longe. Os islamitas também acreditam nisto (Surata 4, versículo 157 do Alcorão).
R. Os relatos dos quatro evangelhos se completam e cada um deles contem detalhes que os outros não mencionam. O ideal é unirmos os quatro relatos e somar todos os detalhes (sendo que nenhum deles efetivamente se contradiz) para chegarmos à totalidade dos acontecimentos narrados. Em João 19:17, vemos que Jesus SAIU da residência de Pilatos carregando sua cruz, é apenas isto o que se afirma aqui. Através do relato de Marcos podemos ver que em algum lugar pelo caminho Simão de Cirene passou a carregá-la, provavelmente porque Jesus estava enfraquecido pelas seções de tortura e pelos açoites.
Com relação aos textos extra bíblicos, realmente, os islamitas e muçulmanos não reconhecem o sacrifício de Jesus na Cruz ou tentam fazê-lo parecer desnecessário. Os muçulmanos até admitem que Jesus seja o Messias, mas negam que Ele foi crucificado. Só não consigo entender por que negar a autoridade da Bíblia e dar crédito à Surata ou ao Alcorão, será que isso também não pode ser considerado uma contradição de maneira semelhante como fazem com a Bíblia? De qualquer forma, também existem evidências históricas fora da Bíblia com relação à crucificação e morte do Senhor Jesus Cristo:
- O conhecido historiador do sec. I, Tácito, registrou o seguinte: “O nome cristão vem a eles de Cristo, que foi executado no reino de Tibério pelo procurador Pôncio Pilatos”.
- Flávio Josefo escreveu: “Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se, todavia devemos considera-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis [...] Os mais ilustres de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este o crucificou. Os que o haviam amado durante sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas tinham predito. É deles que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiram seu nome”.

Deus não mente, segundo Números 23:19 e Hebreus 06:18. Deus mente e faz mentir, segundo Tessalonicenses 02:11 e 1 Reis 22:23
 R. Os atos malignos do homem e de Satanás estão debaixo do controle soberano de Deus. Estes versículos citados não estão afirmando que Deus minta, esta é uma interpretação muito pobre. Eles falam de um poder ou de um espírito de mentira que Deus permite influenciar aqueles que de sua própria vontade já haviam previamente escolhido o caminho da mentira e do engano. Em contrapartida, os versículos citados com relação ao fato de Deus não mentir, realmente estão falando do próprio Deus e de uma de suas infinitamente perfeitas qualidades.

Se Jesus dá testemunho de si mesmo seu testemunho é verdadeiro (João 08:14). Ou falso, segundo João 05:31. E ele invoca o Pai como testemunha válida, o que é um contrassenso, já que, antes de mais nada, ele teria que provar que era o Filho e que o Pai apareceria diante deles se convocado
R. Ambos os textos são verdadeiros, mas com sentidos diferentes. Tudo o que Jesus disse era de fato verdade, mas oficialmente só seria considerado verdade se fosse verificado por duas ou mais testemunhas. O testemunho de Jesus era factualmente, pessoalmente e em si mesmo verdadeiro, mas oficialmente e legalmente para os judeus não era. Com relação a ser Filho de Deus e ao testemunho do Pai, o Pai por atos miraculosos confirmou quem era Jesus e este era seu testemunho com relação a ele.

Maria Madalena reconheceu Jesus quando o encontrou pela primeira vez (Mateus 28:09). Não reconheceu (João 20:14)
R. Como já vimos, o relato de Mateus é mais “condensado” que os demais, por isso ele talvez escolhesse somente aquilo que melhor se encaixasse na mensagem que pretendia passar. Na junção das duas passagens, que é sempre o aconselhável a se fazer com relação aos evangelhos, vimos que, primeiramente, Maria não o reconheceu. Não tê-lo reconhecido está longe de ser uma contradição ou mesmo uma discrepância, por vários motivos. Maria, assim como os demais discípulos, não esperava que Jesus fosse ressuscitar. De acordo com os relatos dos evangelhos, podemos perceber que eles podem não ter reconhecido Jesus por causa de sua incredulidade (Jo 20:24-25), por causa da distância (Jo 21:4), por que ainda estava escuro (Jo 20:1), por causa do medo (Lc 24: 36-37). João nos diz que Maria confundiu Jesus com um jardineiro (20:15). A ultima visão que tanto ela quanto os discípulos tiveram de Jesus fora de um homem completamente desfigurado por causa das sessões de tortura, dos açoites e da própria crucificação. Como foi dito, eles não esperavam a ressurreição de Jesus e consequentemente, se o vissem, esperariam encontra-lo ainda desfigurado e não em perfeitas condições. Maria não o reconheceu porque Jesus teria primeiramente aparecido como um jardineiro ou em outra forma física, mas foi Maria que fez esta suposição, pois jamais imaginaria encontrar seu Mestre naquele momento. Nenhum deles estava preparado para encontrar Jesus, por isso foi tão difícil acreditar que era realmente Ele. Estamos tão acostumados com os relatos dos evangelhos que não percebemos como alguns detalhes são tão difíceis de assimilarmos. Hoje sabemos que Jesus ressuscitou, para nós isto é normal, mas para eles, naquela época, era algo tão inacreditável quanto um corpo que estivesse sendo velado simplesmente se levantando nos dias de hoje.

Jesus estava em Betânia quando se elevou aos céus (Lucas 24:50-51). No Monte das Oliveiras (Atos 01-09-12). Mateus e João não julgaram o fato importante o bastante para ser mencionado.
R. A ascensão de Jesus ocorreu na encosta oriental do Monte das Oliveiras, entre Jerusalém e Betânia. Betânia era uma aldeia que ficava nessa parte do Monte, próxima de Betfagé, conforme Lucas 19:29. Conforme demonstrado, não existe nenhuma contradição (nem mesmo aparente) entre as passagens citadas.

Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena (Marcos 16:09 e João 20:14). Maria Madalena e outra Maria (Mateus 28:09). Maria Madalena, Joana, e Maria, mãe de Tiago e outras (Lucas 24:10).
R. De acordo com a união dos relatos, é possível que esta seja a ordem em que os fatos se deram: Jesus primeiramente apareceu à Maria Madalena (Jo 20:18), em seguida a Maria e as outras mulheres (Mt 28:1-10). Depois a Pedro (1Co 15:5), a dois discípulos (Lc 24:13-35), a dez apóstolos (Lc 24:36-49; Jo 20:19-23) e aos 11 apóstolos (Jo 20:24-31)

A(s) mulher(es) conta(m) primeiro a Pedro e a outro discípulo (João 20:02). A ninguém (Marcos 16:08). Aos onze e aos outros (Lucas 24:09).
R. Novamente, através da união dos relatos podemos chegar a seguinte conclusão: Jesus apareceu primeiramente a Maria Madalena que ao se encontrar com Pedro pode não tê-lo contado nada de imediato por medo. Após, ela e possivelmente as demais mulheres, tendo tomado coragem e contado a Pedro, não muito depois contaram aos demais discípulos.

Jesus não veio a este mundo para julgá-lo (João 12:47). Veio (João 09:39).
R. Em geral, as referências a Jesus julgando o mundo estão relacionadas à sua segunda vinda (Ap 19 – 20), enquanto os que dizem que Ele não veio para julgar, mas para salvar estão relacionados com a sua primeira vinda. O real propósito da vinda de Cristo foi para salvar os que creem e o efeito resultante disso será julgar aqueles que não crerem.

Deus não se arrepende (Números 23:19 e 1 Samuel 15:29). Deus se arrepende (Jonas 03:10, 1 Samuel 15:11, Êxodo 32:14, Salmos 42:10, Gênesis 06:06, 1 Samuel 15:35).
R. Tomemos como exemplo a passagem citada do capítulo 32 do livro de êxodo. Quando Israel estava ao pé do monte adorando a um bezerro de ouro, Deus disse a Moisés que sua ira estava ardendo contra os filhos de Israel e que Ele se dispunha a destruí-los num juízo. Entretanto, quando Moisés intercedeu por eles, as circunstâncias mudaram. A atitude de Deus para com o pecado é sempre a ira, mas Sua atitude para aqueles que O invocam é sempre de misericórdia. Antes de Moisés orar por Israel, eles estavam sob o juízo de Deus. Porém, a intercessão de Moisés pelo povo de Israel levou-os a ficar sob a misericórdia de Deus. Deus não mudou, o que mudou foram as circunstâncias. Nesta passagem é empregada uma linguagem antropomórfica. Quando Moisés disse que Deus se arrependeu, essa foi uma forma figurativa de descrever que a intercessão de Moisés teve êxito em mudar o relacionamento do povo de Israel com Deus. Ele tirou a nação do juízo de Deus e a trouxe para a misericórdia de sua graça. Deus não muda, nem muda de ideia ou de vontade, sua natureza é imutável. Para que haja uma mudança é necessário algo antes e algo depois, que tenha se tornado diferente. Deus é eterno, está fora da nossa compreensão sobre o tempo, para Ele não existe antes ou depois, logo, Deus não pode mudar. Para que haja uma mudança, alguma nova informação deve ser acrescentada de forma a promover uma atitude ou ação diferente por parte do indivíduo. Deus sendo onisciente sabe todas as coisas, portanto, nada lhe pode ser acrescentado. Porém, quando as circunstâncias mudam, o relacionamento de Deus com aquela nova realidade fica diferente, não por que Deus mudou, mas por que as circunstâncias mudaram. (Enciclopédia Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia. Norman Geisler e Thomas Howe; Ed. Mundo Cristão. Pg 92 e 93).

Ninguém jamais viu a face de Deus (João 01:18, 06:46 e 04:12). Muitos viram (Gênesis 32:30, Êxodo 24:09-10 e 33:11, Números 14:14, Jó 42:05, Deuteronômio 05:04 e 34:10, Salmos 63:02, Isaías 06:01-05, Amós 07:07-08 e Ezequiel 20:35)
R. Os versículos que ensinam que ninguém pode ver a Deus referem-se ao homem mortal nesta vida. Até mesmo a Moisés foi recusado esse privilégio (Ex 33:23). O homem mortal não tem condições para tal façanha. Entretanto, o que o mortal não pode ver nessa vida, o homem imortal verá na próxima. As passagens em que Deus é visto não querem dizer que Ele foi visto literalmente, ou face a face, mas quer dizer pessoalmente ou diretamente. Ninguém jamais viu Deus em sua totalidade, em sua essência, em sua glória infinita.

Jesus nunca mentiu ou foi grosseiro (1 Pedro 02:22 e Isaías 53:09). Mentiu aos discípulos (João 07:08-10). Condenou quem chamasse aos outros louco (Mateus 05:22) mas ele próprio usou esta palavra (Mateus 23:17-19 e Lucas 11:40). Disse que nenhum homem jamais subiu aos céus exceto aquele que veio dos céus e que lá está, o Filho do homem (João 03:13). Mas Elias foi levado aos céus numa carruagem de fogo (2 Reis 02:11). E se Jesus estava na terra e o Filho do homem nos céus, eles não são a mesma pessoa.
R. Muitas questões em uma mesma pergunta, mas vamos lá! Em João 07:08-10 os irmãos incrédulos de Jesus (e não discípulos) desafiaram-no a subir a Jerusalém e mostrar-se abertamente se ele fosse o Messias (7:3,4). Portanto, Jesus não mentiu a eles, pois não subiu nesta condição que eles impuseram, mas “subiu Ele também, não publicamente, mas em oculto” (7:10). Em Mateus 5 esta palavra está diretamente ligada ao sentimento de ira para com seu irmão, demonstrando ódio. Jesus ordenou que apenas um irmão não fosse chamado de louco (ou tolo em algumas versões), não um incrédulo. O que Jesus está afirmando é que um cristão controle sua ira e não chame um irmão em Cristo de tolo, sendo assim, não há contradição. Em João 3:13 Jesus não está dizendo que nenhuma pessoa jamais subiu ao céu, mas que ninguém pode falar sobre o assunto pois o único que veio a terra sabendo como é o céu e o próprio Jesus, por que veio de lá. Elias, Enoque ou as almas dos que estão no céu aguardando o dia do juízo nunca retornaram para contar nada. Quanto a Jesus estar na terra e no céu, aqueles que acreditam que Jesus é Deus sabem que Deus é onipresente. Mesmo Jesus tendo se tornado perfeitamente homem, ele nunca deixou de ser Deus. De qualquer forma, esta passagem perde sua razão de ser quando compreendemos que o único que pode SUBIR ao céu é o próprio Jesus, pois veio de lá. Todos os outros só entram no céu sendo resgatados pelo próprio Jesus, por isso nenhum outro pode SUBIR por conta própria, como diz o texto.

Os profetas teriam dito que Jesus seria chamado o Nazareno (Mateus 02:23). Esta profecia não existe no Antigo Testamento. A cidade de Nazaré também só veio a existir séculos mais tarde. Os nazarenos eram uma seita e, junto com ebionitas e essênios, foram extintos pelos paulinistas, a quem hoje chamamos cristãos.
R. Realmente não existe uma profecia específica a este respeito no Antigo Testamento e de qualquer forma não é isto o que este versículo afirma. Ele diz que “profetas” (no plural) predisseram que Jesus seria chamado Nazareno. Esta pode ser uma referência a que muitos profetas falaram do Messias como sendo o “Renovo” (Is 11:1; Jr 23:5; 33:15; Zc 3:8; 6:12), pois Nazaré provém da palavra básica netzer (renovo). Outra referência pode ser o fato de que a cidade de Nazaré era um lugar desprezado (Jo 1:46 “De Nazaré pode sair alguma coisa boa?”). Deste modo, “Nazareno” poderia ser apenas um termo de desprezo apropriado ao Messias, conforme diversas citações do Antigo Testamento (“desprezado e o mais rejeitado entre os homens” Is 53:3; Sl 22:6; Dn 9:26; Zc 12:10)
Com relação a Nazaré só vir a existir séculos mais tarde que a época de Jesus, isso não pode ser afirmado com tanta certeza. A partir das poucas provas escritas disponíveis, sabemos que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu localizado em um vale. James Strange, um arqueólogo americano, ressalta que “Nazaré não é mencionada nas fontes antigas judaicas antes do século III e que isto provavelmente reflete a sua falta de proeminência tanto na Galileia como na Judéia”. Strange estimou a população de Nazaré na época de Cristo como de “aproximadamente 480 pessoas” (no máximo). Jack Finegan diz que Nazaré era um povoado fortemente judaico no período romano. Achados arqueológicos indicam que era uma aldeia agrícola, com apenas algumas dezenas de famílias. Isto talvez explique a ausência de referências anteriores, e por que ela não foi incluída na lista de Flávio Josefo das 45 cidades da Galileia, nem entre as 63 cidades da Galileia mencionadas pelo Talmud. De qualquer forma, Josefo não mencionou muitas povoações na Galileia, de modo que não mencionar Nazaré deixa de ser especialmente significativo.
Não necessariamente dos tempos de Jesus, segue uma foto de escavações do vilarejo de Nazaré.
 
“Paulinistas” é um termo surgido apenas no sec XX, portanto é o inverso do que foi colocado na questão: os cristãos hoje são chamados (por alguns) de paulinistas. O restante das afirmações feitas sobre eles é apenas especulação, e de uma maneira pejorativa, não merecendo maiores comentários.

A ira de Deus é eterna (Jeremias 17:04). Não é (Jeremias 03:12)
R. Em cada caso o objetivo é diferente. Deus executa a sua ira sobre o ímpio, como sua justiça exige, e ele concede a sua benevolência ao justo, como o seu amor o constrange. Esses são atos consistentes de Deus, de acordo com a sua imutável essência. Mas como os objetos da sua ação são diferentes, apenas aparentemente Deus está agindo de forma contraditória, pois na verdade seus atos são plenamente compatíveis com um Deus que é santo e amoroso. ( Manual Prático de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia  pg 289).
De qualquer forma, a condenação de Deus contra aqueles que rejeitarem sua revelação e salvação para a humanidade sofrerão castigo eterno, como vemos em diversos textos ( por ex. Mt 18:8 e Jd 7). Desta forma, vemos que a ira de Deus será eterna contra os que o rejeitarem, mas sua misericórdia e perdão serão igualmente infinitos para os que se arrependerem de seus pecados e reconhecerem Jesus como seu Senhor e Salvador. Portanto, estes textos não são contraditórios. Conforme Jeremias 17:4 a ira de Deus será eterna contra o pecado, mas conforme Jeremias 03:12 a ira de Deus não será para sempre para aqueles que, como diz o versículo 13, reconhecerem o seu pecado e consequentemente se arrependam.

 
Em Ezequiel 26 se profetiza que a cidade de Tiro será completamente destruída por Nabucodonosor, coberta pelo mar e nunca mais será reconstruída ou encontrada. Em Ezequiel 29:18, entretanto, ele admite que Nabucodonosor fracassou. Na verdade, Nabucodonosor conquistou os arredores de Tiro, mas não a ilha, sua parte central. Tiro foi finalmente conquistada por Alexandre o Grande, mas não desapareceu. Foi reconstruída e existe até hoje. O mar não a cobriu, pelo contrário, hoje a ilha está ligada ao continente. Em Ezequiel 30 se profetiza que, em recompensa pelo esforço (inútil) com Tiro, o Egito seria dado a Nabucodonosor, que o destruiria. Isto também não ocorreu.
R. Primeiramente é preciso admitir que estas realmente sejam passagens de difícil interpretação, o que não quer dizer que nada do que se afirma acima não possa ser contestado. Nabucodonosor realmente destruiu as cidades costeiras, é a elas que esta profecia realmente se aplica. Os moradores desta cidade se mudaram para a ilha, e a cidade da ilha foi defendida com sucesso dos invasores babilônicos, apesar de Nabucodonosor ter feito um cerco que durou 15 anos contra esta cidade. Porém, as cidades da orla marítima foram derrotadas e despojadas conforme Ezequiel profetizou (Ez 26:7-11). O versículo 3 nos mostra que muitos invasores viriam contra Tiro, quando diz: “farei subir contra ti muitas nações”. Como registrado na história, isto realmente aconteceu, mas foi Alexandre, o grande, que tendo sitiado a ilha da cidade de Tiro por volta de 332 a.C., conquistou finalmente esta cidade e a deixou em total ruina. Porém, com relação à cidade costeira, ela jamais foi reconstruída (Ez 26:14) e permaneceu em ruinas, conforme Ezequiel 26:8. Até os dias de hoje a grande e formosa Tiro permanece apenas como um pequeno vilarejo e um porto de pescadores ao sul de onde era a antiga Tiro. Na batalha travada entre Alexandre e os Persas, Alexandre demoliu a Tiro continental e com o entulho construiu uma passagem entre as duas Tiro (332 a.C.), conforme Ezequiel 26:12, “lançarão o entulho na água”. A maior parte onde estava a cidade continental atualmente é um local plano como o alto de uma penha, conforme Ezequiel 26:4, “será feita uma penha descalvada; plana como o topo de uma penha” e um local onde os pescadores remanescentes espalham suas redes para secarem, conforme Ezequiel 26:5, “pescadores espalharão suas redes no local”
Abaixo uma foto do que restou da antiga cidade costeira de Tiro, da qual se refere a profecia de Ezequiel.
 
 Com relação a Nabucodonosor ter invadido o Egito, um pequeno fragmento de uma crônica babilônica de cerca de 567 a.C. confirma este relato bíblico referente a invasão, assim como o registro feito por Josefo, único testemunho dos antigos historiadores concernentes a este fato e rejeitado por muitos eruditos por alegarem que teria sido inventado para dar respaldo as Escrituras. Há também outra confirmação em uma inscrição na estátua de Nes-hor, governador do Egito meridional sob Hofra. Como podemos verificar Nabucodonosor realmente invadiu e devastou o Egito, conforme profetizado.


Mateus 02: 13-23 diz que Jesus foi levado para o Egito para não ser morto por Herodes e, depois da morte deste, por medo de seu sucessor, foi viver em Nazaré, na Galiléia. Lucas 02:21-22 diz que foram diretamente a Jerusalém assim que terminaram os 40 dias do resguardo de Maria, sem mencionar Herodes e a fuga, e só então foram para Nazaré.
R. Algumas “aparentes” contradições são estimulantes para responder. Outras, como esta, denotam apenas uma preguiça mental e pouca racionalidade na compreensão do texto. Conforme o versículo 39 do capítulo 2 de Lucas citado, vimos que depois de terem feito tudo o que era exigido pela Lei do Senhor, voltaram para sua própria cidade, Nazaré, na Galileia. Deste modo, não foram diretamente para morar em Jerusalém, mas apenas para apresentar o menino Jesus ao Senhor, no templo.

Segundo Mateus, Jesus nasceu quando Herodes ainda vivia. Segundo Lucas, quando Cirênio (Quirino) era governador da Síria, mas sua nomeação só ocorreu 10 anos depois da morte de Herodes.
R. Há evidencias de que Quirino tenha sido governador da Síria em duas ocasiões diferentes, uma enquanto acontecia uma ação militar contra os homonadensianos, entre 12 e 2 a.C., e outra começando em cerca de 6 a.D, conforme uma inscrição latina descoberta em 1764.

Mateus 19:19 diz “Honra teu pai e tua mãe”. Mateus 19:29 diz “Quem deixar seu pai e sua mãe terá a vida eterna”.
R. Não existe nenhuma contradição nestes versículos, apenas uma tentativa pouco eficiente de se criar uma. Deixar o pai e a mãe aqui não quer necessariamente dizer desonra-los. Por exemplo, um filho que deixa pai e mãe para estudar ou trabalhar em outro país não os está desonrando. Aqui pode estar meramente se referindo a uma escolha feita pelo indivíduo, preferindo seguir a Cristo e seus ensinamentos ao invés de ficar no conforto de seu lar junto aos pais.

Jesus é igual ao pai (João 10:30). É inferior (João 14:28). Não conhece os segredos do pai (Marcos 13:32). Aliás, como fica o dogma da Santíssima Trindade, depois disto?
R. Falar sobre a Trindade a céticos é um pouco demais, é verdadeiramente lançar pérolas aos porcos. Visando a possibilidade de lançar alguma luz aqueles que estiverem buscando nestas questões fortalecerem suas convicções, prossigamos.
Conforme João 10:30 e também outras passagens, aprendemos que Jesus é igual a Deus em sua natureza, em essência. Jesus é o Filho unigênito de Deus, único da mesma substância, da mesma espécie. Em João 14:28 aprendemos que mesmo Jesus sendo igual ao Pai em essência, em natureza e em caráter, é inferior apenas em função, em ofício ou em posição. Em Marcos 13:32 aprendemos que Jesus como Deus é onisciente, onipresente, Todo Poderoso, mas como homem foi totalmente humano e em sua humanidade seu conhecimento era limitado. A Santíssima Trindade é um dos maiores mistérios do cristianismo. Acreditamos neste conceito porque somos impelidos a isso. Não existe outra maneira de compreendermos o Pai Celestial, o Filho Jesus e o Espirito Santo sendo chamados de Deus, Todo Poderoso, Onisciente, Onipresente, Criador, Eterno e outras características atribuídas somente a Deus que não seja a ideia da tri unidade de Deus.

Deram vinagre a Jesus (João 19:29-30), vinho com fel (Mateus 27:34) ou vinho com mirra (Marcos 15:23). Jesus bebeu; provou e não bebeu; recusou.
R. As citações de Mateus e Marcos referem-se ao momento antes da crucificação propriamente dita. Era provavelmente uma tradição que as mulheres de Jerusalém tinham de dar esta bebida analgésica para diminuir a dor dos presos ao serem crucificados, mas Jesus recusou, pois queria estar plenamente consciente até a sua morte. A citação de João refere-se aos últimos momentos de vida de Cristo, já crucificado há horas. Portanto, não existe contradição, apenas citações de momentos diferentes.

Javé disse a Balaão que não fosse com os chefes de Moab (Números 22:12). Logo em seguida, mudou de idéia (Números 22:20) e o mandou partir. Entretanto, quando Balaão partiu, ficou furioso (22:22).
R. Esta sim é uma passagem que requer um pouco mais de atenção. Nesta passagem devemos levar em consideração o caráter de Balaão. É evidente que ele estava dividido entre obedecer ao mandamento de Deus e a cobiça por causa das riquezas prometidas por Balaque. O propósito do anjo não era matar Balaão, mas apresentar-lhe uma vigorosa advertência para que falasse somente o que o Senhor lhe dissesse. Deus permitiu que ele fosse, mas com esta condição e como conhecia as intenções de seu coração, o advertiu. Como Balaão não poderia amaldiçoar o povo de Israel, encontrou uma maneira de ajudar Balaque sem desobedecer diretamente a ordem de Deus, aconselhando-o a corromper Israel permitindo que suas mulheres se casassem com homens israelitas, levando-os a idolatria (2Pe 2:15; Ap 2:14). Como podemos ver, aqui não existe contradição, apenas uma demonstração da soberania de Deus, conhecedor até das intenções do coração dos homens.

Javé mandou sacrificar animais em holocausto (Êxodo 29:16-18). Nunca deu esta ordem (Jeremias 07:21-23).
R. A ordem de Deus não tinha como objetivo direto os sacrifícios e holocaustos. Estes eram apenas sombra do sacrifício perfeito que viria, para remissão eterna dos pecados feito por Cristo. O que Deus realmente queria era que eles se arrependessem de seus pecados. Sem um arrependimento sincero e a obediência a Deus, esses sacrifícios não tinham nenhum valor, visto que a ordem de Deus não eram os sacrifícios em si, isso não o agradava (conforme Is 1:11-15). A ordem verdadeira era para que se arrependessem e o obedecessem, por isso Deus disse que não ordenou holocaustos e sacrifícios, pois a verdadeira ordem por trás disso foi para que eles o obedecessem, como diz o texto citado em Jeremias 07:23.

Salomão teve centenas de mulheres. Se Deus disse "não adulterarás" (Êxodo 20:14), isso é prova que a bíblia está em contradição?
Para Deus nem tudo é 8 ou 80 como é para nós seres humanos. havia práticas do povo judeus que Deus não aprovava mas tolerava por algum tempo, ainda assim sempre mandava avisos através de seus profetas. No caso de Salomão, o fato de ter tido centenas de mulheres não foi do agrado de Deus como mostra o profeta: "Porventura não pecou nisto Salomão, rei de Israel, não havendo entre muitas nações rei  semelhante a ele, e sendo ele amado de seu Deus, e pondo-o Deus rei sobre todo o Israel? E contudo as mulheres estrangeiras o fizeram pecar" Neemias 13:26

Josué 10:12, 13 contradiz a ciência quando afirma que “o Sol se deteve”?

A pergunta é: “Se o que determina a mudança do dia é a rotação da Terra em torno de seu próprio eixo, como a Bíblia pode dizer que o Sol parou?”
É importante não esquecermos que “a Bíblia faz uso de uma linguagem comum, não técnica”, e que “o uso de uma linguagem não científica não vai de encontro à ciência, pois ela é anterior à ciência” (Norman Geisler e Thomas Howe, Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e “Contradições” da Bíblia [São Paulo: Mundo Cristão, 1999], p.26).
Se não esquecermos que a Bíblia é a perfeita palavra de Deus no imperfeito sotaque humano; e que “não são as palavras da Bíblia que são inspiradas, mas os homens é que o foram”, (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, p. 21), 
Atualmente, apesar dos avanços da ciência, cristãos, ateus, agnósticos, budistas, hinduístas, islâmicos (etc) se utilizam de descrições tecnicamente erradas mas que, mesmo assim, são adequadas. Por exemplo, ainda hoje dizemos que o Sol “nasce” e se “põe”, mesmo sabendo que esse astro não se move!
Se esse tipo de descrição não técnica é adequada hoje, por que não seria adequada nos tempos bíblicos? Desse modo, que padrão objetivo um ateu ou agnóstico possui para questionar a forma de expressão dos autores bíblicos? Com certeza, nenhum.



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